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O culto a S. Sebastião no sul da Bahia
Edilece Souza Couto
UNESP

Sebastião, soldado do exército romano no século III, foi santificado pela sua atuação em favor dos cristãos perseguidos e na conversão dos prisioneiros ao cristianismo.Ele é considerado o defensor da Igreja Católica, mas é também seu dever proteger os fiéis contra as epidemias, a fome e a guerra.

Os portugueses introduziram o culto a S. Sebastião no Brasil no século XVI. Pediam a intercessão do santo guerreiro no combate aos índios e invasores estrangeiros.

No sul da Bahia, na então Comarca dos Ilhéus, o culto foi difundido com a formação dos aldeamentos indígenas pelos jesuítas. Talvez a representação do santo, amarrado em um tronco e flechado, tenha facilitado o desenvolvimento da crença e da culpa entre os índios. Eles padeciam de doenças infecto-contagiosas e em troca da cura passaram a homenagear o mártir com uma festa anual: a Puxada do Mastro. Puxar uma madeira de grande porte até o centro da aldeia e erguer o mastro com a bandeira do patrono era a garantia de que nenhum mal - epidemia ou guerra - se abatesse sobre a população.