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O Vodu em Cuba: a morte de um bárbaro.

Eliesse Scaramal

UFG

Por sua complexidade, o esquema do universo religioso no Vodu do Haiti apresenta variantes que perpassam os níveis individual, familiar e coletivo. Essa constatação pode ser averiguada em relatos etnográficos clássicos como Alfred Métraux e Emmanuel Paul. Uma das formas de se perceber a lógica inerente a este sistema é a inserção do fenômeno da morte e seu significado para seus praticantes. O Objetivo desta comunicação é apresentar algumas variantes ritualisticas na prática do Vodu em Cuba no início do Século e sua ressonância no processo de rechaço e exclusão ao qual foi vítima o haitiano como imigrante. Observado e relatado por imigrantes outros (jamaicanos, espanhóis, barbadenses, etc.), no ritual da morte dos haitianos em Cuba percebe-se contrastes culturais que, paradoxalmente, evidenciam estranhamento e identificação; repulsa e aproximação entre imigrantes do Caribe inglês, francês e espanhóis, como também a própria concepção de sagrado e profano presente nestas culturas.